Aterro sanitário, aterro controlado ou lixão?

Toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) são produzidas diariamente e em muitos casos não há preocupação com o descarte adequado de todo esse lixo produzido. O descarte inadequado contamina solos e águas, além de gerar graves problemas de saúde pública. O fator redução de consumo, que está atrelado à redução de resíduos, é o mais importante, mas devemos conhecer também mais sobre a relevância de uma disposição final apropriada, como os aterros sanitários.

As formas mais comuns de disposição final do lixo no Brasil são: Lixões (17,4%), Aterros Controlados (24,2%) e os Aterros Sanitários (58,4%) (ABRELPE, 2016). Mas você sabe a diferença entre eles?


Figura 1: Lixão em operação (Fonte: http://meioambiente.culturamix.com)

Figura 2: Esquema representando lixão (Fonte: https://ecoarquitetura.wordpress.com)



Os LIXÕES representam uma forma inadequada de disposição dos resíduos, pois o lixo é descartado sobre o solo de forma desordenada, sem que haja nenhuma medida de proteção ambiental ou de saúde publica. Não existe nenhum controle sobre o tipo de resíduo que é depositado e nem de como é feita a operação do local. A falta de cuidado acarreta em diversos problemas como: poluição do solo, poluição das águas superficiais e subterrâneas, proliferação de vetores de doença, risco de incêndio e deslizamentos, entre outros.




O ATERRO CONTROLADO pode ser considerado uma solução intermediaria entre o lixão e o aterro sanitário. Essa técnica utiliza alguns princípios de engenharia para o confinamento dos resíduos, apresentando cuidados como a compactação e a cobertura dos resíduos, controle da entrada dos resíduos, de pessoas e animais e, em alguns casos, drenagem de percolados. No entanto, não dispõe de impermeabilização de base nem de sistemas de tratamento dos líquidos percolados ou do biogás gerado, o que compromete a qualidade das água subterrâneas e do solo.


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Figura 4 e 5: Aterro controlado em operação



Já o ATERRO SANITÁRIO é uma forma adequada de disposição dos resíduos sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente, minimizando os impactos ambientais. Essa forma de disposição segue uma metodologia de implantação e operação, onde existe um projeto de engenharia e o licenciamento do mesmo. Nesse tipo de obra são utilizados componentes e técnicas de operação específicos, como: sistema de impermeabilização do solo de base, sistema de drenagem e coleta de líquidos percolados e biogás, sistema de drenagem de águas pluviais, sistema de tratamento de chorume, compactação de resíduos, cobertura diária e final, monitoramento geotécnico e ambiental, entre outros. Desta forma, existe um controle rigoroso sobre o tipo, volume e classe dos resíduos depositados.


Figuras 7 e 8: Aterro Sanitário em operação


Quer saber mais sobre os aterros sanitários e suas etapas de projeto? Fique ligado nos próximos posts!


Fontes:

Figura 1: Esquema representando lixão; https://ecoarquitetura.wordpress.com

Figura 2: Lixão em operação; http://meioambiente.culturamix.com

Figura 3: Esquema representando aterro controlado; https://ecoarquitetura.wordpress.com

Figura 4: Aterro controlado em operação; https://blogdaengenharia.com

Figura 5: Aterro controlado em Barras; http://www.visaopiaui.com.br/

Figura 6: Esquema representando aterro sanitário; https://ecoarquitetura.wordpress.com

Figura 7: Aterro Sanitário em operação; https://blogdaengenharia.com

Figura 8: Aterro Sanitário de Curitiba; https://cbncuritiba.com/

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